sexta-feira, 22 de março de 2013

Planos de Aula

Plano de Aula  1


A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA



Objetivos:

Conhecer a história da matemática, identificar como eram realizadas as primeiras contagens e compreender a construção dos números.

Publico alvo: 5º ano do ensino fundamental


TEMA: A CONSTRUÇÃO DOS NÚMEROS 


Números em todo lugar

Onde quer que a gente olhe, encontramos números, não é verdade? É no teclado do computador, no controle remoto, na calculadora, na conta de luz e etc. , ou seja, estamos rodeados(as) de números, eles fazem parte de nossas vidas. Desde hoje pela manhã, até agora, quantas vezes vimos os números ? Faça um levantamento de todos os momentos e situações e escrevam. Mas será que sempre foi assim? Quem respondeu não, está certo! 
No século passado não existia telefone, e a grande maioria das casas não tinha número, e era possível viver nas cidades, mesmo porque elas eram bem menores que hoje . Mas e hoje é possível viver sem os números? Como as coisas mudaram, as cidades cresceram e a população também, é impossível viver sem eles, pois usamos dinheiro, celular, e várias coisas que tem necessidade do uso dos numerais e dos cálculos.
Quando enfrentamos situações em que queremos saber "quantos", a nossa primeira atitude é contar.
Mas imagine agora se você não soubesse contar, imagine a tua vida sem os números. E veja como seria difícil de vivermos sem usá-los.
Tente responder as seguintes perguntas sem usar os números:
Quantos anos você tem?
Qual a data do teu nascimento?
Que horas são?
Qual a tua altura?
Quanto custa o pão no seu bairro?
Conseguiu responder a alguma pergunta? Claro que não, não é ?
Percebeu a importância dos números na nossa vida ?


Como surgiu a noção de número

Para os homens que viveram há milhares de anos, as coisas não eram tão fáceis assim. 

Eles não conheciam os números e nem sabiam contar.

Então como surgiram os números?

Para responder a esta pergunta precisamos ter uma ideia de como é que esses homens viviam, e quais eram as suas principais necessidades.

Há mais de 300;00 anos, o homem vivia em pequenos grupos, morando em grutas e cavernas para se esconder dos animais selvagens e proteger-se da chuva e do frio.

 Os caçadores para registrar os animais mortos numa caçada, se limitavam a fazer marcas em varas ou ossos de animais mortos.




Aprendendo a contar com pedras

A noção de número não surgiu de uma hora para outra. Foi necessário milhares de anos para o homem aprimorar sua técnica de contagem. E é com esta intenção que vou contar para vocês como tudo começou, e como chegamos até a era da computação.

Nessa época o homem se alimentava daquilo que a natureza oferecia: caça, frutos, sementes, ovos.
Quando descobriu o fogo, aprendeu a cozinhar os alimentos e a proteger-se melhor contra o frio.
A escrita ainda não tinha sido criada. 
Para contar, e como já havia citado anteriormente, o homem fazia riscos num pedaço de madeira ou em ossos de animais.
Um pescador, por exemplo, costumava levar consigo um osso de lobo. 
A cada peixe que conseguia tirar da água, fazia um risco no osso.
No entanto este modo de vida foi-se modificando pouco a pouco. A procura de alimento suficiente para todos os membros de um grupo, tornava-se cada vez mais difícil à medida que a população aumentava, e a caça ia escasseando. 
O Homem começou então a procurar, formas mais seguras e mais eficientes de atender às suas necessidades. Foi então que, há cerca de 10.000 anos atrás, começou a cultivar plantas e criar animais, surgindo assim a agricultura, e o pastoreio.
Quando o homem resolveu criar ovelhas, viu que os rebanhos cresciam rápido e ele precisava de uma forma para controlá-los, saber se não faltavam ovelhas.
 Como o pastor poderia saber se alguma ovelha se perdera ou, se outra tinha se juntado ao rebanho?
Ele criou então um sistema de contagem com pedras:
Ao soltar as ovelhas, o pastor separava uma pedra para cada animal que saia do cerdado, formava um montinho de pedras.
Quando os animais voltavam, o pastor retirava do monte uma pedra para cada ovelha que passava.
  

Se sobrassem pedras, era certo que tinha perdido ovelhas.
Se faltassem pedras, saberia que o rebanho tinha aumentado.
Desta forma os pastores mantinham tudo sob controle.Isso chama-se na Matemática correspondência um a um. Fazer uma correspondência um a um é associar, a cada objeto de uma coleção um objeto de outra coleção. Como se vê, o Homem resolveu os seus primeiros problemas de cálculo usando a correspondência um a um. A correspondência um a um foi um dos passos decisivos para o surgimento da noção de número.Afinal, alguma coisa em comum existia entre o monte de pedras e o grupo de ovelhas: se a quantidade de pedras correspondia exatamente à quantidade de ovelhas, esses dois conjuntos tinham uma propriedade comum: o número de ovelhas ou pedras.Mas, provavelmente o Homem não usou somente pedras para fazer correspondência um a um.É muito provável que ele tenha utilizado qualquer coisa que estivesse bem à mão e nada estava mais à mão do que seus próprios dedos.Esse pastor jamais poderia imaginar que, milhares de anos mais tarde, haveria um ramo na Matemática chamado cálculo, que em latim quer dizer contas com pedras.Foi contando objetos com outros objetos que a humanidade começou a construir o conceito de número.Para o homem primitivo o número cinco, por exemplo, sempre estaria ligado a alguma coisa concreta: cinco dedos, cinco peixes, cinco bastões, cinco animais, e assim por diante.A ideia de contagem estava relacionada com os dedos da mão. Assim, ao contar as ovelhas, o pastor separava as pedras em grupos de cinco. Do mesmo modo os caçadores contavam os animais abatidos, traçando riscos na madeira ou fazendo nós em uma corda, também de cinco em cinco.




CURIOSIDADE

A palavra cálculo vem da palavra latina calculusque significa “pedrinha”. Essa deve ser a origem da palavra calcular: contar com pedrinhas.







Plano de Aula 2


O JOGO DA ONÇA PINTADA

(Dinâmica em grupo)

Objetivos:
Aprender  o conceito de unidade e dezena, facilitar a ideia de numeral através de quantidades nas representações numéricas, e consequentemente a adição.

Publico alvo:  3º ano do ensino fundamental.

Conhecimentos a serem trabalhados:
Resoluções de adição ,dezenas e unidades, leitura de tabela, trabalho em grupo.
                        
Materiais sugeridos:
Construção do jogo-Papelão, E.V.A, papel cartão, cola branca, cola quente , tesoura, contact, régua para o quadro da Onça Pìntada.
Mas como cada professor cria algo de um jeito, pode-se usar a imaginação.

Materiais usados pelos alunos:
Cartas, tabelas, lápis e borracha.

Desenvolvimento:
O professor irá construir um quadro da Onça Pintada, tabelas e cartas.
Em seguida dividirá a sala em grupos de até 5 alunos, nesse quadro cada grupo irá representar uma letra , A,B, C, D...

Serão distribuídas para cada grupo cartas que simbolizam quantidades de números de 1 á 10 representados em forma de bolinhas (várias cartas), e também uma tabela onde eles terão que  separar as dezenas e as unidades do total de pontos obtidos.
As cartas ficarão separadas em 5 cinco montes em cima da mesa, dois integrantes de cada grupo irá sortear duas cartas de qualquer monte, fazer a soma dessas cartas e separar na tabela as unidade e as dezenas.
Todos os grupos deverão juntar as cartas. Essas deverão ficar viradas para baixo, para que ninguém veja qual a carta que estão pegando.
O professor deve pedir que 2 integrantes de cada grupo escolha uma carta, e faça a soma delas, o resultado que obtiverem , terão que dividir na tabela  de dezenas e unidades  a quantidades de pontos obtidos.
Serão cinco rodadas, toda vez que um grupo pontuar mais, será colocado no quadro da Onça Pintada uma bolinha.
O grupo que obtiver mais bolinhas no quadro da Onça Pintada no final vence o jogo.

Avaliação
O professor durante as atividade proposta irá observar se os alunos compreenderam as representações, se separaram certo as unidades das dezenas, e se conseguiram resolver  as operações de forma correta .

Referências Bibliográficas:
SOUZA, Maria Helena Soares. Alfabetização Matemática: asas para voar-São Paulo,Ática 2003.

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